quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Posted by Catequese da Paróquia Nossa Senhora das Grotas on 04:06 No comments
Essa geração pede um sinal. Também nós esperamos a manifestação, o sinal do sucesso, tanto na história universal como na nossa vida pessoal.
Quando a multidão se ajuntou em volta de Jesus, Ele começou a falar e disse o seguinte: “Esta geração é má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. No dia do julgamento, a Rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração e os condenará, porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior que Salomão. No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com essa geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.
Jesus, dirigindo-se às multidões, menciona esta “geração má” que busca um sinal. Com o termo “geração”, Jesus está se referindo aos escribas de Jerusalém que vêm questioná-lo e provocá-lo.
Em Mateus, com um sentido cristológico, o “sinal de Jonas” é tomado como símbolo da Ressurreição. Em Lucas, a perspectiva é missionária. O “sinal” é relacionado com a pregação de Jonas em Nínive, por meio da qual esta cidade se converteu. O anúncio da Palavra é um sinal suficiente da presença do Reino. É convincente, provocando mudanças. A Palavra carregada de sabedoria é um sinal. Na concepção da tradição davídica bíblica, a Rainha do Sul foi atraída pela sabedoria de Salomão (cf. 1Rs 10,1-10).
Esta narrativa, dirigida às comunidades, descarta as expectativas de sinais maravilhosos da presença de Jesus. O grande sinal é o anúncio de Sua Palavra ao mundo.
Na raiz deste pedido descarado de um sinal, está o egoísmo, a impureza de um coração que só espera de Deus o sucesso pessoal e uma ajuda para afirmar o absoluto do “eu”. Essa forma de religiosidade é a recusa absoluta de conversão que também o mundo de hoje vive. Mas quantas vezes não dependemos nós mesmos do sinal do sucesso? Quantas vezes não reclamamos do sinal e recusamos a conversão!
Padre Bantu Mendonça
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